Um álbum que incomoda como pulga

Acabo de ouvir uma amostra (apenas uma amostra, graças a Deus) do novo álbum do ex-Genesis Peter Gabriel “Scratch my back”. Apesar da proposta original (você grava a minha música que eu gravo a sua), o trabalho peca pelo minimalismo irritante.

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O arranjo em todo o conjunto de músicas praticamente se restringe a servir de BG para a voz sussurrada e por vezes salivada de Peter Gabriel, que acaba de roubar o posto do barbado Sting de cantor mais chato da década. Com escolhas óbvias (como “Heroes”, que, revisitada  por Gabriel demora uma infinidade para começar) e outras nem tanto (”My body is a cage”, do Arcade Fire, devidamente assassinada), Peter Gabriel realiza um disco pretensioso e desesperador.

E foi num ato de desespero que corri para “The boy in the bubble”  do Paul Simon, originalmente cheia de percussão e ritmos africanos. Nem ela se salvou da monotonia que impera em “Scratch my back”. Tampouco Thom Yorke (logo quem), que deve ter morrido de tédio com a versão de “Street Spirit”.

Desafio qualquer ouvinte a permanecer mais do que cinco minutos  nesse “Scratch my back”. Pelo menos cinco minutos sem coçar a cabeça de raiva. Que no álbum da contrapartida, Arcade Fire, David Bowie, Radiohead e, principalmente, Paul Simon, vinguem-se da maneira mais apropriada possível.

Lançamentos

2010 começa a “bombar” em termos de lançamentos, finalmente. Além do já citado DVD do Kings of Leon, encontrado por bagatela de 29,90, há a versão nacional dupla do documentário do Blur (pena que o dvd 2 traz a íntegra do mesmo show do cd duplo). Valem destaque também o Reality Tour do David Bowie (DVD e CD) e George Michael Live in London (interessante repertório). 31H5s6Oa9EL__SL500_AA240_ Quanto aos cd’s, Peter Gabriel volta com um disco de covers de Radiohead, Neil Young e até Arcade Fire. Tem também novos do Massive Attack, Goldfrapp, One Republic, o Santana Supernatural deluxe edition, além de uma caixa de singles da Britney Spears (pra quem se importa, claro). Vamos aguardar a versão com o dvd de clipes do VIVA LA VIDA, pois fevereiro é mês de Chris Martin.

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Lançamento nacional no embalo do Grammy

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2010 começa com classe

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Todo evento beneficente tem seu lado negro. E é lá que está Bon Jovi

Ode to Cranberries – por Maressa Miranda

Belo Horizonte, 31 de janeiro de 2010.

Apesar de irlandesa, a banda The Cranberries sobe ao palco britanicamente às 20:30 horas. O palco, simples, apenas com os instrumentos dos músicos e um pano escuro, se enche de música e da voz inconfundível de Dolores O’Riordan. Logo toda a banda já está a postos, tocando How, do álbum de estréia Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We? e o público canta cada nota. Logo após, pulam do primeiro para o quarto CD, Bury the Hatchet, com Animal Instinct, levando os presentes ao delírio. E assim foi todo o show: a voz do público abafava a voz de Dolores, que só era bem ouvida durante as músicas dos seus dois CDs solo, Are You Listening e No Baggage, menos conhecidas, e nas várias vezes em que conversava com a platéia, falando o quanto admirava o público e o povo brasileiro e sobre o maravilhoso churrasco brasileiro que havia comido na noite anterior…

No palco, os quatro integrantes estavam na melhor forma: Fergal Lawler impecável na bateria; Noel Hogan com estridentes rifes de guitarra, tão melancólicos quanto o sorumbático baixo de seu irmão, Mike Hogan, característica, aliás, que marca toda a carreira da banda. E, em destaque, uma única voz, um único microfone, da vocalista Dolores O’Riordan, com sua voz aguda, os desafinos característicos, a dança marcante, tudo parte de um conjunto performático cheio de beleza e carisma.

O público lotou a arena do Chevrolet Hall, e fez bonito. Show de fãs, que esperaram ansiosamente pelo momento (quase inacreditável) de ver a banda ao vivo e a cores. Cantou cada música, inclusive com entonações das apresentações ao vivo da banda, conhecidas do DVD Beneath the Skin: Live in Paris, lançado em 2001 juntamente com o quinto álbum, Wake Up and Smell the Coffee (disco este esquecido pelo quarteto na atual turnê: nenhuma música tocada, nem mesmo as excelentes This is the Day ou Wake up and smell the coffee… Uma pena!). O show foi impecável. Simples e bonito, eletrizante, recheado de hits que marcaram toda a década de 90. Parecia não caber mais ninguém na platéia, até que vimos a incrível capacidade de se condensar um grande número de gente em pequeno espaço, quando, para o delírio do público, que se amassou na frente, Dolores desceu do palco enquanto cantava Ode to my Family, uma das músicas mais conhecidas da banda, e ficou a um palmo de distância dos sortudos da primeira fila. Outros hits como Zombie, Dreams, Linger, Promisses, e a desconhecida das rádios mas menina dos olhos dos fãs, Daffodil Lament (única música da coletânea Stars, lançada em 2002, que não havia sido lançada como single, mas foi a mais votada pelos fãs numa enquete feita no site oficial da banda, para completar o álbum), levaram o público ao delírio.

Juntando tudo à qualidade técnica dos músicos e a excelente produção do show, foi uma noite para cranfã nenhum botar defeito. E cantar, ao final, melancolicamente, “I’ll miss you when you’re gone”.

Cranberries em BH

Um show rápido, porém intenso. Assim podemos definir a apresentação do quarteto irlandês The Cranberries em Belo Horizonte. O show aconteceu neste domingo, 31/01/2010, no Chevrolet Hall.

Marcado para começar às 20h, o espetáculo teve meia hora de atraso. Às 20h30, Dolores e cia subiram ao palco, sendo ovacionados pelo público, que lotou o Chevrolet. Na primeira música ocorreram alguns problemas de áudio, que foram solucionados logo. Em seguida, o grupo emendou uma sequência ótima: Animal Instinct, Linger e a Ordinary Day, esta última da carreira solo de Dolores O’Riordan.

Simpática ao extremo, a vocalista abriu o show enrolada na bandeira de Minas Gerais. Nas conversas com o público, disse que tinha adorado a cidade, que fez compras num shopping e até que tinha ido a uma churrascaria, e que por causa disso iria levar de lembrança do nosso país uma grande barriga. Ela mandou beijos pra platéia, brincou com os balões que eram atirados ao palco e recolhia os presentes, jogados pelos fãs enlouquecidos. O cenário do show foi simples: um tecido escuro, mas que devido à iluminação, ganhava contornos diferentes – tinha horas que parecia uma grande parede de concreto; em outras ele brilhava como se fosse líquido.

Um momento marcante do show foi quando Dolores cantou Ode To My Family. Ela desceu do palco e foi para pertinho do público que estava ali no gargarejo. Destaque também para a canções Salvation e Zombie, cantadas em coro pela multidão.

Dreams fechou a noite em grande estilo, depois de 90 minutos, deixando na gente um gostinho de “quero mais”. É claro que eu queria que o show fosse maior, mas essas apresentações de artistas internacionais dificilmente passam de uma hora e meia mesmo! Uma pena! (Ainda mais porque eles nem cantaram Just My Imagination…) Mas uma coisa é certa: a temporada 2010 de shows gringos em BH começou com o pé direito.

Texto e fotos: cortesia do Pedro Henrique do www.poptude.blogspot.com

Grammy, o prêmio da INDÚSTRIA

Tudo bem. O ano foi fraco em termos de lançamentos e principalmente novas bandas. Mas premiar Kings of Leon e Taylor Swift pega mal até para o Grammy. Confira os premiados:

 Álbum do Ano
“I Am… Sasha Fierce” – Beyoncé
“The E.N.D.” – The Black Eyed Peas
“The Fame” – Lady Gaga
“Big Whiskey And The Groogrux King” – Dave Matthews Band
“Fearless” – Taylor Swift

Música do Ano
“Poker Face” – Lady Gaga & RedOne
“Pretty Wings” – Maxwell
“Single Ladies (Put A Ring On It)” – Beyoncé
“Use Somebody” – Kings Of Leon
“You Belong With Me” – Taylor Swift

Gravação do Ano

“Halo” – Beyoncé
“I Gotta Feeling” – The Black Eyed Peas
“Use Somebody” – Kings Of Leon
“Poker Face” – Lady Gaga
“You Belong With Me” – Taylor Swift

Revelação
Zac Brown Band
Keri Hilson
MGMT
Silversun Pickups
The Ting Tings

Categorias Pop

Melhor Cantora (performances solos)
Adele – “Hometown Glory”
Beyoncé – “Halo”
Katy Perry – “Hot N’ Cold”
Pink – “Sober”
Taylor Swift – “You Belong With Me”

Melhor Cantor (performances solos)
John Legend – “This Time”
Maxwell – “Love You”
Jason Mraz – “Make It Mine”
Seal – “If You Don’t Know Me By Now”
Stevie Wonder – “All About The Love Again”

Melhor Performance em dueto ou grupo
The Black Eyed Peas – “I Gotta Feeling”
Bon Jovi – “We Weren’t Born To Follow”
The Fray – “Never Say Never”
Daryl Hall e John Oates – “Sara Smile”
MGMT – “Kids”

Melhor Colaboração Pop com vocais
Rosanne Cash e Bruce Springsteen – “Sea Of Heartbreak”
Ciara e Justin Timberlake – “Love Sex Magic”
Jason Mraz e Colbie Caillat – “Lucky”
Willie Nelson e Norah Jones – “Baby, It’s Cold Outside”
Taylor Swift e Colbie Caillat – “Breathe”

Melhor Performance Pop Instrumental
Herb Alpert – “Besame Mucho”
Béla Felck – “Throw Down Your Heart”
Imogen Heap – “The Fire”
Maxwell – “Phoenix Rise”
Marcus Miller – “Funk Joint”

Melhor Álbum Pop Instrumental
“In Boston” – Chris Botti
“Legacy” – Hiroshima
“Potato Hole” – Booker T. Jones
“Modern Art” – The Rippingtons and Russ Freeman
“Down The Wire” – Spyro Gyra

Melhor Álbum Pop Vocal
“The E.N.D.” – The Black Eyed Peas
“Breakthrough” – Colbie Caillat
“All I Ever Wanted” – Kelly Clarkson
“The Fray” – The Fray
“Funhouse” – Pink

Categoria Rock

Melhor Performance Solo
Bob Dylan – “Beyond Here Lies Nothin’”
John Fogerty – “Change In The Weather”
Prince – “Dreamer”
Bruce Springsteen – “Working On A Dream”
Neil Young – “Fork In The Road”

Melhor Performance em dueto ou grupo
Eric Clapton e Steve Winwood – “Can’t Find My Way Home”
Coldplay – “Life In Technicolor II”
Green Day – “21 Guns”
Kings of Leon – “Use Somebody”
U2 – “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”

Melhor Hard Rock Performance
AC/DC – “War Machine”
Alice in Chains – “Check My Brain”
Linkin Park – “What I’ve Done”
Metallica – “The Unforgiven III”
Nickelback – “Burn It To The Ground”

Melhor Performance Metal
Judas Priest – “Dissident Aggressor”
lamb of Gid – “Set To Fail”
Megadeth – “Head Crusher”
Ministry – “Señor Peligro”
Slayer – “Hate Worldwide”

Melhor Música Rock
“The Fixer” – Pearl Jam
“I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight” – U2
“21 Guns” – Green Day
“Use Somebody” – Kings Of Leon
“Working On A Dream” – Bruce Springsteen

Melhor Álbum Rock
“Black Ice” – AC/DC
“Live From Madison Square Garden” – Eric Clapton & Steve Winwood
“21st Century Breakdown” – Green Day
“Big Whiskey And The Groogrux King” – Dave Matthews Band
“No Line On The Horizon” – U2

Breve

Esquentando os tamborins para fevereiro: estão aí as capas de “Plastic Beach”, o novo do Gorillaz, e o novo cd/dvd dos Pet Shop Boys, Live at 02 Arena, que uma penca de músicas e produção impecável, como de costume.

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